Desmascarando o Narcisista: Como Reconhecer, Libertar–se e Curar
Por Wilmer QuivaSobre o livro
Meu avô costumava me dizer, quando eu era apenas uma criança, que um homem nunca deveria falar mal de uma mulher. No entanto, ele acrescentava, com um olhar sério, que falar de um monstro era algo completamente diferente.
Foi então que ele me contou o que, na época, assumi ser sua própria história: “Houve uma vez em que amei um monstro… Amei-o loucamente. Ele me abriu as portas de sua casa e, sem pensar, eu lhe abri meu coração.
Não foi o monstro que me perseguiu; fui eu que o segui, sem saber o que ele realmente era. Parecia um anjo, mas sua verdadeira natureza estava muito longe dessa imagem. Enquanto eu o acariciava com devoção, ele lentamente me arrancava a pele. Sim, amei um monstro.
Um daqueles que, com cada beijo, te rouba a alma, te tira o fôlego e, antes que você perceba, apaga sua vontade de viver. Eles te esvaziam, te deixam quebrada, sem sonhos, sem esperanças. Levam tudo e te abandonam no silêncio do esquecimento, prisioneira da solidão, afogada em sua lembrança.
Amar aquele monstro quase me custou a vida, minha humanidade e minha alma. Sim, amei uma criatura infame, cruel, implacável. Daquelas que envenenam seu sangue e te transformam em algo tão sombrio quanto elas. Quanto eu o amei… Mas não me arrependo de tê-lo amado.
Porque, ao amá-lo, aprendi a enfrentar meus medos. Já não os temo. Agora os vejo como são: seres tristes. Eles não podem te transformar em um deles, a menos que você permita. No final, os monstros não nascem monstros. São apenas pessoas que, em algum momento, não foram amadas.
E com esse vazio, descontam sua dor naqueles que realmente se importam com eles. No fim, não passam de tristes e ridículos palhaços que fingem ser monstros.” Meu avô terminou sua história com um leve sorriso, como se aquilo que uma vez o atormentara já não tivesse mais poder sobre ele.
Sua história ficou gravada em minha mente, não como um conto de terror, mas como um aviso sutil sobre o amor e as sombras que às vezes o envolvem.
Relações com indivíduos que sofrem de transtornos narcisistas ou psicopáticos podem ser devastadoras e extremamente prejudiciais para aqueles que as experimentam.
Esses transtornos, embora diferentes em suas características, compartilham padrões de manipulação, abuso emocional e controle que podem prender as vítimas em ciclos intermináveis de sofrimento.
Muitas vezes, as pessoas envolvidas nessas dinâmicas não percebem a gravidade da situação até que já estejam profundamente presas a ela, debilitadas emocional e psicologicamente.
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