De biscuit e purpurina: Poemas como analgésico para minha dor de cotovelo
Por Luciana AlmeidaSobre o livro
E se fosse possível curar o coração dilacerado pela dor da traição e do abandono apenas com papel e caneta?
Uma reunião de anos de desabafos em diários, sob forma de poemas, sem pretensão de um dia virar livro. Escritos que revelam uma alma dividida entre intensidade de emoções mal digeridas e a apatia de quem muito quis e precisou aceitar que não teria.
A escrita entra como despretensioso processo de auto cura, na tentativa de deixar ir embora, quem não quer mais ficar, assim como, aceitação de si mesma, de seu passado e dos momentos de excessos e deselegâncias.
“De biscuit e purpurina” nasceu como espécie de analgésico onde a autora pode perceber que o sentir-se amado, está muito além das urgências de paixões mal digeridas, é muito mais sobre cuidar-se, observar-se e amar-se.
O outro nada mais é que um mero espelho, e mesmo que algumas vezes a imagem pareça distorcida, é essencial contemplar o reflexo como ele se mostra para aprender a se amar.
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