Dados pessoais e a proteção dos direitos da personalidade na era da inteligência artificial
Por Marcos Ehrhardt JúniorSobre o livro
A incerteza molda o futuro, carreando consigo inextinguível angústia, sentimento mitigado, talvez, pelo desenvolvimento da capacidade de fazer as perguntas corretas.
A reflexão alinhavada por Kai-Fu Lee, em obra interessantíssima vertida ao vernáculo há alguns anos, faz lembrar a importância dessa habilidade, afinal, “quando se trata de entender nosso futuro com a inteligência artificial, somos todos [como] crianças no jardim de infância (…) cheios de perguntas sem respostas, tentando perscrutar o futuro com uma mistura de admiração infantil e preocupações adultas”.
E isso, mesmo quando, hodiernamente, sabe-se que o que os algoritmos mais sofisticados “realmente representam é a aplicação dos incríveis poderes do reconhecimento de padrões e de previsão em diferentes esferas, como diagnosticar uma doença, emitir uma apólice de seguro, dirigir um carro ou traduzir uma frase em chinês para o inglês que faça sentido”, algo ainda distante de uma inteligência artificial geral ou “qualquer outro avanço similar no nível do aprendizado profundo”.
Este livro se propõe a colaborar na arquitetura desses tão relevantes questionamentos e, ainda, busca sugerir padrões de resposta para as situações hipotéticas delineadas em seus artigos, muitas vezes, bebendo do fascinante, imprevisível e usualmente surpreendente dado fenomênico.
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