D. Pedro II, a Terra Santa e os protestantes: O Imperador viajante e religioso em perspectiva

Por Magno Paganelli

Sobre o livro

Delimitando o trecho Oriental da segunda (de três) viagem internacional, propriamente no trecho da Palestina Turco-Otomana, ou Terra Santa, para onde viajou com motivação de natureza religiosa, o historiador Magno Paganelli traçou um perfil do personagem, procurando entender o homem religioso em diálogo com outras formas de pensamento com as quais dialogou.

O prof. Magno reuniu, ainda, informações esparsas sobre o relacionamento do Imperador na corte, especialmente com os protestantes.

A obra não é conclusiva, evidentemente, mas é essencial para o estudo de um aspecto pouquíssimo explorado de um homem da nossa História, sobre quem, provavelmente, ainda falta muito a conhecer. A obra traz o prefácio do prof. dr. Reuven Faingold, que publicou a primeira edição crítica do Diário de D.

Pedro II, mas aquele não é um texto analítico sobre a viagem, embora seja rico em notas de rodapé, com informações sobre as anotações do Imperador. Além de álbum de fotos com 18 páginas, tem, ainda, endosso de D.

Luiz Philippe de Orleans e Bragança, tetraneto do Imperador; endosso de Roberto Khatlab, Diretor do Centro de Estudos e Culturas da América Latina na Universidade Saint-Esprit de Kaslik, no Líbano e autor de “As viagens de D. Pedro II – Oriente Médio e África do Norte, 1871 e 1876”; endosso da dra.

Karen Lisboa, historiadora e profa. da Universidade de São Paulo, especialista em viajantes do século XIX.

“A perspectiva abordada pelo dr. Magno Paganelli de Souza em seu livro é, ao mesmo tempo, inusitada e corajosa. Inusitada porque D.

Pedro II em suas múltiplas faces tem sido retratado como governante moderado, amante das Letras, das Artes, da Ciência, da Diplomacia; poucos se debruçaram sobre seus diários de viagem para reconhecer seu papel como peregrino.

Corajosa porque reconhece a motivação de fé do imperador, ao empreender longa jornada à Terra Santa e a diversos países do Oriente Médio, onde vislumbrou um Brasil multicultural, antecipando o ciclo de imigrações que viria com a Abolição da Escravatura.

Trata-se também de fonte de consulta para professores, estudantes e religiosos, ao lançar luz sobre o estabelecimento dos alemães protestantes que se fixaram na Palestina Otomana”. Luiz Philippe de Orleans e Bragança, tetraneto de d. Pedro II.

“Bem descreve Magno Paganelli que o Diário de D. Pedro II pode ser qualificado como uma fonte híbrida, pois os temas tratados pelo monarca abrangem várias áreas do saber e em todas ele mostra conhecimento. Paganelli relata nesta obra uma das facetas de conhecimento de D.

Pedro II, que é a questão religiosa, e em particular os protestantes, levando assim o leitor a conhecer mais uma perspectiva do Imperador. Uma excelente pesquisa e garimpagem sobre o relacionamento do monarca com os protestantes.

Paganelli cita que ainda tem muito a estudar sobre Pedro II, deixando, como bom pesquisador, o tema aberto para a continuidade da pesquisa. D.

Pedro II é uma fonte inesgotável de conhecimentos.” Roberto Khatlab Diretor do Centro de Estudos e Culturas da América Latina na Universidade Saint-Esprit de Kaslik, no Líbano. É autor de “As viagens de D. Pedro II – Oriente Médio e África do Norte, 1871 e 1876”.

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