Cult #309 – Luto: Um sentimento político, individual e coletivo

Por Vários Autores

Sobre o livro

Coordenado pelo professor e filósofo Renato Noguera, o dossiê Luto: Um sentimento político, individual e coletivo questiona o luto como um sentimento universal e ilumina questões sociais e políticas da experiência da dor pela falta.

Fim, morte, separação, ausência. O luto como ruptura implode o mundo conhecido. Mais do que um sentimento absoluto de perda, no entanto, ele se manifesta também como direito. Afinal, a quem o luto é permitido ou negado?

Ao reconhecerem os diversos modos de viver o luto, os artigos também ressaltam a existência sufocada dos sofrimentos não reconhecidos.

E mais: O especial O corpo mal dito, coordenado pelo psiquiatra e psicanalista Marcelo Veras explora o mal como conceito que se localiza no litoral entre as palavras e os corpos. Para a psicanálise, pensar o mal radical não é uma abstração simbólica: convoca o corpo e extrai dele uma verdade impossível de ser dita, o real de nossa condição humana.

o mal atormenta a alma humana, mas é o corpo que é supliciado. Em um ato, o mal cinde a pessoa e o corpo: o corpo violado, torturado, abusado, segue um caminho, e a pessoa, perdida, não segue caminho algum. E eles custam a se reencontrar – se é que se reencontram um dia. O holocausto e a violência sexual são gêmeos na arte de violar o corpo em nome de um poder.

Completam esta edição uma entrevista com o escritor Paulo Scott, a coluna mensal da escritora e filósofa Marcia Tiburi, com o texto Filosofia bancária, e a Oficina Literária, com o poema “How to be a soft racist”, de Maria Emanuelle Cardoso.

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