Sobre o livro
Novo livro de ficção do pintor Claudio da Costa, “Conatus Soturno” mergulha nos conturbados corredores psicológicos da existência. A obra reúne três longos contos em que as personagens manifestam com aspereza o eterno e mítico ritual de ensimesmar-se.
Uma literatura de intimidade que ousa mergulhar na gravidade da existência humana. No conto que dá título ao livro, “Conatus Soturno”, o leitor acompanha as conversas íntimas entre a personagem Pedrina e seu psiquiatra.
Imersa do mundo da arte, Pedrina se esforça radicalmente em desvelar as inexoráveis sombras de si mesma. No conto “Viagem à Minha Terra”, o leitor mergulha no impulso alucinado do personagem narrador que, ao se perceber desmemoriado, resolve enfrentar a memória que nunca levou em consideração.
Em “Edoneu de Kefalonia”, terceira história que fecha o livro, entra em jogo o passado nebuloso de uma antiguidade remota. O personagem narrador olha para o mundo com a tendência de um voyeurismo cínico, disposto a perseguir a vida alheia navegando por um mar sombrio.
O termo filosófico “conatus” em latim significa o grande esforço, ou o grande impulso, de seguir a vida e sempre continuar aprendendo e se aprimorando.
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