COMO VESTIR UM PAI MORTO

Por Anderson Araújo

Sobre o livro

Em Manual prático de como vestir um pai morto, Anderson Araújo conta suas histórias com seu realismo romântico: materialista, mas nostálgico, relata tragédias, cria cenas fantásticas e contos de redenção sobre algumas vidas no bairro da Pedreira, antiga periferia da Amazônia urbana de Belém.

Em vez do bom selvagem, prefere narrar as ambiguidades da barbárie amazônica, lugar, por exemplo, de crianças violentas, quem também podem emocionar suas próprias vítimas de briga de rua, pela sua morte pré-matura.

São contos sobre romances e transas, casas miseráveis sobre alagados, perto de jias e tamuatás, pontes de madeira, além de mulher que se transmuta em monstro, dramas do tempo da pandemia do covid-19, e até a história de previsões de bruxas macbethianas a um presidiário em busca de redenção.

Anderson Araújo também elabora um luto neste seu Manual: instrui como vestir um pai morto, mas também uma cidade sebastiana prestes a morrer. Veste-os com roupas novas, feitas de vivas lembranças e fantasias de um filho já bastardo do bairro do samba e do amor.

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