Como me tornei um arruaceiro

Por Andri Carvão

Sobre o livro

Como me tornei um arruaceiro é o romance de estreia do poeta Andri Carvão, onde ele narra em primeira pessoa a sua infância em Taubaté, cidade do interior paulista.

Andre é um menino de 10 anos que vive dividido entre as obrigações escolares e os seus interesses mais pueris: os cadernos, os livros, a lição de casa e as provas ou brincar na rua, andar de bike, de skate e jogar Atari?

O convívio familiar entre os pais e os dois irmão mais novos, as dificuldades na escola, as amizades da rua e os conflitos, além dos primeiros namoricos e os primeiros foras.

Como a narrativa transcorre nos anos 80, o autor traz referências da cultura de massa daquele período através da música, do cinema, dos programas televisivos, dos jogos de tabuleiro e de videogame. Conforme o crescimento das personagens, as brincadeiras de rua se tornam cada vez menos inocentes.

Tudo leva a crer que viver em uma cidade do interior, longe da violência e da poluição de uma cidade grande, seja um convite à felicidade plena, principalmente para as crianças.

No entanto, três tragédias familiares, a perda de um irmão, o despejo da família e a separação dos pais, se sucedem em pouco mais de um ano no período em que vivem nessa cidade.

Como me tornei um arruaceiro pode ser enquadrado como um romance de autoficção geracional por relacionar a experiência pessoal do autor com o ambiente e o período retratado, de modo que, principalmente com relação aos leitores que compartilham experiências de vida no mesmo momento histórico, se identifiquem com a narrativa.

Embora os acontecimentos, as ações e os sentimentos humanos sejam comuns a todos.

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