Sobre o livro
Coisa Perdida reúne uma seleção de poemas concebidos ao longo dos últimos anos que ressignificam a trajetória da autora e refletem as transformações comportamentais e sociais que marcaram a sua geração.
“Aqui, uma infância é permeada de silêncio e luto.
Há uma criança que a poeta embala na memória, uma menina condenada ao inferno em um jogo de amarelinha. E há um mundo hostil e violento, com a visibilidade como alvo. Há, sobretudo, uma poética da memória de algo que escapou e não foi possível nomear.” Lisa Alves, poeta e cineasta
“Coisa perdida é a poesia pulo do gato, melhor dizendo, da leoa, que habita o peito da autora. A obra é dividida em partes, uma cronologia poética da dor. Da criança à mulher adulta que literalmente sangra e, entre abismos e escuros, essa menina, essa mulher, se abraça e se salva.” Argentina Castro, antropóloga e escritora
“Coisa Perdida, de Taciana Oliveira, apresenta singularidades que nos remetem a conceitos e termos lacanianos de parlêtre, gozo, trauma, sintoma, pulsão e cicatrizes que enodam o inconsciente e o real, a linguagem, o corpo e o saber.
Seria, então, um gozo-real e ao mesmo tempo traumático, no qual o eu lírico transita por versos autobioficcionais e nos revela os sintomas de encontros nos quais o real é versificcionalizado.” Iaranda Barbosa, escritora e professora da UEPB
Taciana Oliveira é natural de Recife (PE), Bacharel em Comunicação Social (Rádio e TV) com Pós-Graduação em Cinema e Linguagem Audiovisual. Roteirista, atua em direção e produção cinematográfica, criadora das revistas digitais Laudelinas e Mirada, e do Selo Editorial Mirada. Dirigiu o documentário Clarice Lipector – A Descoberta do Mundo.
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