Coesão Textual em Gêneros Multimodais: o infográfico no livro didático de Língua Portuguesa do 9º ano

Por Ércio Silva

Sobre o livro

Tratando sobre a coesão em gêneros multimodais, Barros (2004) atenta ao enunciado proferido por Choppin:

Por razões que dizem respeito à formação dos pesquisadores e à carência de instrumentos apropriados, as análises dos livros didáticos, independentemente de suas problemáticas, ficam tradicionalmente restritas – ao menos no ocidente – à análise do texto (…). Têm sido negligenciadas as características “formais” dos livros didáticos. (CHOPPIN, 2004, p. 559). (sic)

Tradicionalmente, fala-se dos elementos coesivos gramaticais, como os pronomes, conjunções, advérbios e as preposições, o que nos leva a questionar possíveis outros elementos a serem desvelados como, assertivamente e de forma funcional, asseguradores de um fazer conectivo. Assim, Antunes (2005, p.

47) pontua a coesão “como sendo essa propriedade pela qual se cria e se sinaliza toda espécie de ligação, de laço, que dá ao texto unidade de sentido ou unidade temática”.

Diante do que preceitua Antunes, ao se referir a “toda espécie de ligação”, precisamos estar atentos para possíveis elementos portadores de “liga” desempenhando função de conectar partes de outras partes de um texto, e partes de um texto ao todo.

Essa particularidade a qual chamamos atenção requer um olhar apurado, ainda mais em se tratando de produções hipertextuais, uma vez que até mesmo as cores de uma produção imagética poderão assumir a função de conectivo.

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