Cinema íntimo: Brincando com a vida e com a sétima arte

Por Clarice Vieira

Sobre o livro

Este é um livro pra se divertir com a vida alheia e pra louvar o cinema. Não pode trazer nenhum interesse pra quem não gosta de um ou do outro. É a memória de coisas vividas e revividas através do cinema.

Em forma de crônica, Clarice Vieira escreve uma série de exercícios de observação sobre a realidade (algumas mais ficcionalizadas) ao largo de um diálogo com os longas-metragens que consumiu em sua formação. Cada crônica, um filme (no mínimo um), cuja identidade deve (e merece) ser mantida em segredo. O que vale é o quanto somos capazes de construir, no vôo livre da prosa de Clarice, a arqueologia de nossos próprios filmes favoritos.

Em suas próprias palavras a autora define:

“Para fugir da obviedade de que se trata de uma grande vaidade e prepotência escrever um livro sobre nossa própria vida, como se ela interessasse a alguém, tentei fazer algo que fosse, para além de apenas isso, divertido e instigante.

Assim, cada pequeno capítulo fala de um filme cujo título não é revelado. Com uma nota ao fim do capítulo o segredo é revelado para quem não “descobrir” na leitura.

Para os que viram ou não os filmes, achei que poderia ser lúdico comparar seus próprios sentimentos e impressões com os meus, depois de ler os capítulos.

No fim das contas, para além das vaidades e prepotências, o livro trata disso: um filme é uma infinitude de filmes, tão infinitos quanto os olhos de quem vê e de quando e onde os assiste.”

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