CEMITÉRIO DE DADOS DE ARCOVERDE: (Pós / Punk / Dark / Fantasia Sertaneja ou Realismo / Sertanejo de Inverno Seco)

Por Iram F. R. Bradock

Sobre o livro

“New/Arcoverde, no sertão/agreste contemporâneo, onde um antigo depósito de servidores descartados pela empresa atmosférica; HIDRO/NORD DATA/CLIMA S/A transformou-se em um “Cemitério de Dados”.

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EPÍLOGO

Meses atômicos depois, o terreno fora oficialmente lacrado… A new/empresa declarara falência… Os servidores desapareceram durante a madrugada eterna… Alguns proto/moradores afirmam que caminhões vieram buscá-los… Outros dizem que nunca houve máquina alguma/além da apresença de Ex/Machina…

Jana deixara New/Arcoverde sem anunciar destino… Na varanda vazia da casa, o vento ainda atravessara as frestas… E, em noites eternas específicas, quando o sinal de internet caíra, há quem escute um clique breve, — como se alguém, muito longe, decidisse não apertar; “recuperar”.

*** Prefácio de Arcoverde: A narrativa deveras; realista, introspectiva e psicológica… Sem heroísmo exagerado. Sem fantasia explícita, — apenas a dúvida constante entre superstição e falha técnica.

O protagonista é Jana Ferro/Velho, ex/funcionária da corporação, que retorna à new/cidade após anos atõmicos ausente.

Ela encontrara o pai doente, a ex cidade inteligente economicamente esvaziada e o terreno de sucata tecnológica crescendo como um novo tipo de cemitério… Elementos centrais: silêncios prolongados… Diálogos curtos e naturais… Reflexões sobre memória, culpa e esquecimento… O sertão como…

Paisagem moral e amoral… O som do vento atravessando carcaças metálicas… Um acontecimento ambíguo: vozes gravadas que parecem responder… O final deve ser aberto, melancólico, pós/humano.

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No agreste/sertão, tudo virara memória… Antes era ossada, couro seco, retrato em preto e branco… Agora é backup… O povo dizia que ali era só sucata tecnológica… Mas quem passara depois da meia-noite escutara chiado de modem antigo misturado com reza braba. Dona Quitéria afirmava:

— Quando o homem aprende a guardar alma em máquina, ele esquecera como enterrar direito. O Cemitério de Dados não fora feito para mortos… Foi feito para esconder verdades. Mas dado nunca morre… Ele apenas espera conexão.

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SINOPSE DE DADOS:

Jana Velho/Velho retorna a Arcoverde para cuidar do pai enfermo após anos trabalhando para uma corporação que vendera previsões climáticas ao Governo Digital…

A cidade inteligente que ela encontrara é outra: menos árvores, mais antenas, menos gente, mais silêncio… Nos arredores, formou-se o chamado “Cemitério de Dados”, onde foram despejados servidores e arquivos considerados inúteis.

À noite, eterna moradores dizem ouvir ruídos, — como se memórias se recusassem a desaparecer. Jana visita o local por curiosidade profissional. O que encontrara não é assombração, mas abandono: contratos apagados, históricos removidos, identidades excluídas.

Entre os destroços, ela descobre arquivos antigos ligados à própria família. E compreende que esquecer pode ser mais violento do que lembrar.

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