Sobre o livro
Crítica: ASZEHARIAJan Maszczyszyn (2025)O romance de ficção científica mais doente, mais belo e mais devastador da décadaCinco milhões de anos no futuro, no planeta infernal Hagun, as últimas casas nobres não lutam com lasers, mas com genes.O príncipe Velcor Hudolf, tatuado covarde com coração de tirano, contrabandeia uma “ninfa” proibida – a própria Aszeharia, entidade metamórfica eternamente grávida que pode desfazer as suas “Excyclides” e tornar-se aranha, planta ou deusa.
Ele quer gerar uma raça superior com ela e derrubar o controlo absoluto do imperador Mojus II sobre a evolução.Narrado sobretudo pelo “vidente-espelho” mutilado LennArt (mãos cortadas, corpo reconstruído pela raça reptiliana Vougun), o romance transforma-se num delírio de horror erótico: amor como canibalismo literal, sexo como ritual de reescrita da espécie, clímax como fusão eterna no horizonte de eventos de um buraco negro.A prosa é veneno barroco: notas de rodapé como escrituras alienígenas, horror que rasteja sob a pele.
Violência sem piedade, sexo mítico, e a pergunta “O que é humano?” infiltra-se até à medula.O planeta morre num colapso gravitacional usado como arma; os amantes congelam para sempre num orgasmo de aniquilação enquanto o seu “semente” (uma nova espécie monstruosa e sublime) escapa para semear a galáxia.10/10Leia só se estiver pronto a perder a sua definição de amor, sexo e humanidade.Uma obra-prima de loucura.
Baixe esta página em PDF para ler quando quiser, mesmo offline.
📄 Salvar PDFAvaliações dos leitores
Descubra as opiniões de outros leitores, explore avaliações detalhadas e veja se este livro realmente vale a pena para você, com base em experiências reais de quem já leu e compartilhou sua visão sobre a obra.
⭐ Reviews dos leitores




