Sobre o livro
Desde a infância silenciosa até a vida adulta marcada por ausências, sua existência foi construída entre tentativas de pertencimento que nunca se concretizaram por completo.
Enquanto os outros pareciam saber como amar, conversar e se encaixar, Teresa aprendeu a observar, a se calar e a transformar em palavras aquilo que não conseguia viver.
Ao longo dos anos, ela atravessa perdas profundas, relações que não se sustentam e momentos em que a solidão deixa de ser apenas um traço de personalidade para se tornar um peso difícil de carregar.
Entre enganos, lutos e breves encontros que quase a fazem acreditar em algo diferente, Teresa se vê, repetidas vezes, diante da mesma pergunta: existe um lugar possível para quem nunca soube pertencer?
É na escrita — e nas pequenas presenças silenciosas que a acompanham — que ela encontra uma forma de reorganizar o que parecia irreparável.
“Às vezes, a solidão dói demais” é um retrato sensível e profundo sobre existir à margem, sobre as dores que não fazem barulho e sobre a delicada descoberta de que, mesmo na solidão, ainda pode haver espaço para permanecer.
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