Sobre o livro
O inspetor Alan Grant, da Scotland Yard, sofre de exaustão nervosa e parte de Londres em direção à Escócia para descansar. No trem noturno, encontra um passageiro morto em seu compartimento — um jovem de rosto pálido e sobrancelhas negras. A morte parece natural, mas Grant percebe detalhes que o incomodam: a postura do corpo, a desordem feita pelo condutor e, sobretudo, um jornal amassado com alguns versos rabiscados a lápis:
As feras que falam, Os rios que estão, As pedras que andam, As areias que cantam…
Intrigado pelo enigma poético, Grant decide investigar. Descobre que o morto era um poeta e jornalista, e que por trás da aparente banalidade do caso se escondem identidades falsas, segredos de viagem e rumores de conspiração. Sua busca o leva de Edimburgo às Hébridas, combinando o cenário agreste da Escócia com a delicadeza do detalhe investigativo.
Enquanto segue as pistas, Grant também enfrenta seus próprios limites: crises de claustrofobia, fadiga e o peso do trabalho policial. Resolver o mistério se torna, ao mesmo tempo, um caminho de recuperação pessoal e de reafirmação de sua percepção quase instintiva da verdade.
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