Sobre o livro
Quantas testemunhas são necessárias para acobertar um assassinato perfeito?
Há trinta e cinco anos, o Teatro Municipal Vilenne fechou suas portas após uma tragédia brutal no palco. O grande astro da companhia tombou morto diante de uma plateia lotada, vítima de uma troca de facas que a polícia nunca conseguiu explicar.
Antônio era apenas um zelador e um figurante assustado nas coxias. Ele viu quem trocou a lâmina falsa pelo aço cirúrgico. E ele escolheu o silêncio.
Agora, em 2024, a prefeitura decide reformar e reinaugurar o prédio histórico. Convocado de volta ao seu antigo posto para preparar o teatro para a grande noite, Antônio percebe que o Vilenne nunca esteve realmente vazio. O prédio está vivo, faminto e se lembra de cada detalhe daquela noite.
Preso em um purgatório de veludo vermelho e cheiro de mofo, Antônio é forçado a reviver os horrores do passado enquanto o teatro prepara o seu próprio espetáculo de encerramento. A cada noite, uma nova poltrona da plateia amanhece ocupada por uma sombra imóvel, aguardando o ato final. O teatro tem 138 lugares. E as cadeiras estão se esgotando.
Neste thriller psicológico visceral e claustrofóbico, Jack Santer constrói uma descida implacável à loucura, provando que o pior monstro de uma tragédia não é aquele que segura a faca, mas aquele que assiste ao corte e não faz nada.
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