Ainda estamos aqui: necropolítica, habitus e a resistência Caxemiri
Por Vinícius Tavares de OliveiraSobre o livro
O presente livro baseia-se nos conceitos de prática de Pierre Bourdieu e na necropolítica de Achille Mbembe para dar sentido aos eventos de Kunan e Poshpora, na Caxemira, com o objetivo de contribuir com uma estrutura analítica para compreender situações e lutas marginalizadas.
Ao entrelaçar esses dois conceitos, é possível entender melhor o surgimento do campo de Bourdieu e a lógica disposicional do capital e do habitus.
Ao engajar com a necropolítica, será possível compreender melhor a situação da opressão na Caxemira, bem como as lutas para alcançar a justiça e a liberdade.
Argumento que é possível combinar a análise de Bourdieu com a de Mbembe para compreender melhor o surgimento de necropolíticas e práticas e que essa integração é um passo necessário.
Além disso, entro na formação de estados pós-coloniais indianos para entender a formação do campo e a distribuição de capital entre os agentes na Caxemira.
Ao destacar os movimentos de resistência na Caxemira, eu me baseio em formas não tradicionais de conhecimento como arte, música, poemas, e assim por diante para entender o movimento de luta para exigir justiça quanto ao estupro coletivo nas cidades de Kunan e Poshpora em 1991.
O sentido desses eventos e seus consequentes movimentos de resistência nos ajudam a entender como colocar a teoria prática em prática, bem como a entender o papel da necropolítica nos estados pós-coloniais, e destacar uma situação marginalizada na esperança de alcançar a paz e a justiça verdadeiras.
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