Advogando em causa própria

Por Biatriz Rachid

Sobre o livro

Regra número um da minha vida: nunca mais cruzar com o Dr. Vitor Teixeira. Regra número dois: ele acabou de me pedir pra ser a advogada do divórcio dele.

Eu deveria ter desconfiado quando choveu daquele jeito no dia da entrevista. As tesourinhas alagaram, meu carro enguiçou, cheguei encharcada dos pés à cabeça — e mesmo assim a pior parte do dia foi cruzar olhares com o sócio responsável pela minha contratação. Vitor era casado. Era inacessível. Era exatamente o tipo de homem que a Aurora desastrada e romântica que mora em mim escolheria pra se apaixonar.

Passei dois anos tentando me convencer de que tinha sido coisa da minha cabeça.

Aí ele voltou. Sem aliança. Em processo de divórcio. E me pedindo, justamente a mim, que assumisse o caso.

Eu sou advogada. Sei separar razão de sentimento. Sei o que diz o código de ética. Só não sei o que vou fazer quando estivermos os dois na mesma sala, dois anos mais velhos, e ele me olhar daquele jeito de novo.

Uma comédia romântica slow burn ambientada no universo jurídico de Brasília, sobre reencontros, limites éticos e a coragem de advogar em causa própria.

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