Abrindo a gaveta: Emoções e sentimentos saindo soltos e se entrelaçando

Por Malvina Raschkovsky

Sobre o livro

Abrindo as gavetas uma por uma como uma colcha de retalhos pedaços de emoções vão saindo soltos como cetim, suaves como sêda, ásperos como chita, confortantes como algodão e transparente como chifon que vão se juntando uns aos outros com uma cor forma e tamanhos diferentes.

Ora amarelos brilhantes e ofuscantes como o sol, ora rubros e vermelhos como a paixão, ora brancos e transparentes como a pureza, floridos como a alegria, ora rosa e lilases como o amor ou azul como o céu numa tarde de verão. Gavetas de caixas cheias de recordações.

Bonecas, bichos de pelúcia, roupinhas de crianças, chupetas do primeiro neto, travesseirinhos com os nomes bordados dos filhos e netos. Numa outra gaveta uma caixa de papelão florida, álbuns de retratos com fotos da família, amigos, casamentos, e viagens de recreio.

Em outra gaveta um vestido de noiva embrulhado com papel de sêda e coberto com um pano branco de cetim já amarelado pelo tempo.

Mas abaixo uma gaveta com sapatos bolsas de festa, enfeites para o cabelo e algumas flores secas que teriam muito o que contar vidas e vidas inteiras dentro de um simples armário que durante anos e anos guardou e guarda os segredos e lembranças de todos aqueles que pertenceram a família.

Casamentos, aniversários, o primeiro nascimento, cartões e mensagens de felicitações dos filhos, amigos, cartas do amado esposo, primeiro divórcio e a primeira passagem que alguns chamam de falecimento.

São lembranças de histórias que vão surgindo e que fizeram presentes na vida de uma menina rebelde e levada. De sua infância, adolescência e como mulher. Cada uma com sua graça, ternura, sutileza, amor e paixão. Cada história é uma história cada uma delas refletindo uma passagem de vida.

Elas realmente aconteceram e junto umas as outras são como ventos fortes, brisas suaves, mar revolto e ondas gigantescas tudo borbulhando e transbordando num vai e vem. E aí então as emoções começam a aparecer jorrando do meu coração e vem à tona jogadas para fora. “- Para onde pergunto eu?”

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