A vida sem Antônio

Por Fernanda Monteiro

Sobre o livro

A historiadora Michele Perrot, em seu livro Minha história das mulheres, publicado em 2007, afirma que as mulheres passaram de personagens passivas a protagonistas de suas próprias histórias, porém, essa transição não aconteceu de forma pacífica, tampouco de maneira rápida.

O que nós mulheres sabemos é que a primeira grande revolução começa de dentro para fora. Temos no corpo feminino um campo de batalha. A nossa voz, que nem sempre foi ouvida é a nossa maior arma.

Em primeiro lugar, é necessário compreendermos a nossa vontade. A consciência dos nossos desejos dá início a uma luta da qual não podemos escapar, porém, sempre sairemos vitoriosas.

Se antes nos calaram, temos agora a escrita – grito tornado palavra – um meio de mostrar a nossa a nossa voz.

Em A vida sem Antônio, de Fernanda Monteiro, o leitor encontrará uma voz liberta, que ultrapassou os limites do corpo físico e do espaço privado e vem a público reivindicar ser ouvida. Com esses “quarenta e quatro gestos” a autora verbaliza o que antes apenas os olhos ousavam demonstrar.

Já no I gesto, essa voz nos fala sobre luxúria e sobre o desejo de pertencimento. Há uma obsessão, que essa voz anuncia com coragem e sem nenhum pudor “É bom estar obcecada por algo bonito”.

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