A Lenda de Edengard: O Suplício da Princesa

Por Davi Teixeira

Sobre o livro

Há dez ciclos de estações, Edengard deixou de ser indivisível. O reino, outrora orgulhoso sob a dinastia dos Andragow, foi consumido por guerras e traições quando dois irmãos gêmeos, Arthur Theragon e Uther Growhate, se tornaram inimigos em alma e rivais pela coroa.

A lei antiga favoreceu Uther, primeiro a gerar um filho varão, mas com ele não vieram prudência nem clemência. Guiado por Henry Aidelem, nobre exilado que se proclamara rei em Limmegard, e pela bruxa Pecatria Falkheart, Uther mergulhou Edengard em massacres como o temido Batizado de Sangue.

Foi então que o Conselho Real voltou-se para Arthur. Relutante, ele assumiu a coroa não por ambição, mas por dever, erguendo seu estandarte sobre cinco das nove províncias.

A guerra contra Uther se prolongou por uma década, enquanto ao norte despontava ainda a ameaça de Nelsek Myrander, o autoproclamado Rei do Inverno. No desfecho, Arthur venceu o irmão, mas poupou-lhe a vida, condenando-o ao exílio — ato visto por alguns como clemência e por outros como fraqueza.

Assim terminou a guerra… e começou a verdadeira provação de Edengard.

A paz, como sempre, é frágil. No coração de Lumenia, o castelo Brancastelo testemunha uma nova ameaça: Michael Theragon, príncipe herdeiro de apenas onze ciclos, adoece de modo súbito e misterioso. Nenhum monge ou curandeiro encontra a cura, e rumores de feitiçaria correm pelos salões. Arthur, antes símbolo de honra, vê-se vacilante diante da possibilidade de perder o filho — e talvez o próprio futuro da dinastia.

Enquanto o rei trava sua batalha silenciosa, outras figuras emergem no tabuleiro de poder. Beatriz Theragon, filha do Rei Arthur, princesa de apenas doze ciclos, é curiosa e intuitiva, mas já carrega o peso de uma profecia que pode tanto salvar quanto condenar Edengard.

Ainda em idade de descobertas, vê-se cercada de segredos e expectativas que a colocam no centro de um destino maior do que sua própria infância — uma herdeira marcada não apenas pelo sangue real, mas pelo sussurro dos oráculos.

Lilibeth Underwood, a tia do rei, Princesa Real e Duquesa Consorte da Baía da Lua, é uma estrategista elegante e ambiciosa, moldando discursos e alianças mesmo fora do Conselho.

De terras distantes chega Aquaria Myrander, filha de Nelsek e Abadessa da Água, reverenciada como guia espiritual em Lumenia, mas presa às correntes da política herdada. Sua fé é bússola; sua linhagem, condenação.

Diana Theragon, filha mais nova do rei Arthur, de oito ciclos, guarda consigo o lendário Medalhão de Diana, relíquia sagrada ligada à santa heroína que lhe dá nome. Reverenciado e temido em igual medida, o artefato envolve a jovem princesa em um misto de devoção e desconfiança.

Seu destino parece inseparável do poder oculto que carrega ao peito — e muitos se perguntam se será ela a guardiã da salvação de Edengard ou o estopim de sua ruína.

Entre profecias, relíquias e intrigas, ergue-se o enigma central: qual princesa carregará o suplício que pode definir o destino de Edengard? Será Beatriz, jovem herdeira marcada por presságios? Diana, guardiã do misterioso Medalhão de Diana, relíquia tão temida quanto venerada? Aquaria, dividida entre fé e sangue? Ou Lilibeth, cujo brilho político esconde uma ambição que pode se tornar ruína?

A Lenda de Edengard – O Suplício da Princesa é uma saga de poder, fé e destino, onde a vitória militar não basta: o verdadeiro desafio é preservar um reino fragmentado. Em um mundo de províncias em conflito, alianças incertas e profecias inquietantes, cada escolha pode ser a última.

Porque em Edengard, o suplício talvez não pertença a uma só princesa… mas a todo um reino à beira do colapso.

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