A GUIA ESQUECIDA: Natureza Constitucional, Nulidades e Habeas Corpus na Execução Penal
Por Gelk Costa SilvaSobre o livro
O dispositivo mais ignorado da Lei de Execução Penal — e por que isso pode significar prisão ilegal
O artigo 107 da Lei de Execução Penal é categórico: “ninguém será recolhido, para cumprimento de pena privativa de liberdade, sem a guia expedida pela autoridade judiciária”. A palavra é “ninguém”. Não comporta exceção.
Mas a prática brasileira convive com naturalidade institucional com execuções sem guia, guias incompletas, sem detração, sem certidão de trânsito em julgado, sem assinatura judicial. Milhares de pessoas cumprem pena sob títulos viciados — e a jurisprudência hesita entre reconhecer a ilegalidade ou tratá-la como formalidade superável.
Este livro sustenta tese diferente: a guia de execução tem natureza constitucional implícita. Sua ausência ou irregularidade em elementos essenciais configura prisão ilegal nos termos do art. 5º, LXV, da Constituição — com todas as consequências que essa qualificação produz.
O que você vai encontrar nesta obra
- Os seis elementos constitucionalmente essenciais da guia — critério objetivo para diferenciar vício que gera nulidade absoluta de irregularidade sanável
- A teoria constitucional do título executivo penal, desenvolvida com originalidade para a matéria criminal
- O regime autônomo de nulidades executórias, com inversão do ônus probatório do prejuízo
- Análise do cenário atual do STJ, incluindo o HC 709.780/SP (Min.
Sebastião Reis Júnior) e a Tese 1 da Edição 69 da Jurisprudência em Teses
- Standards interamericanos aplicáveis e controle de convencionalidade difuso
- Ferramentas práticas: checklist de análise da guia, modelo de habeas corpus fundamentado, e 10 perguntas frequentes para aplicação cotidiana
Para quem é este livro
Advogados criminalistas que impetram habeas corpus. Defensores públicos que fiscalizam a regularidade executória dos assistidos. Promotores que atuam como custos legis na execução. Juízes de execução que exercem controle jurisdicional sobre a custódia.
Estudantes avançados e pós-graduandos em Direito Constitucional, Penal e Processo Penal. Servidores do sistema de segurança pública que lidam diretamente com os documentos da execução e buscam compreender sua dimensão constitucional.
Uma voz incomum no debate
O autor escreve a partir de trajetória singular: foi policial militar, depois policial civil, antes de ingressar na advocacia. A experiência concreta das delegacias, do livro de ocorrências, da custódia real — raramente encontrada em obras garantistas — se converte em olhar prático sobre falhas documentais que livros estritamente acadêmicos não alcançam.
Um ensaio jurídico denso em menos do que o preço de uma assinatura mensal
Dez capítulos articulados, três ferramentas práticas de uso direto, 48 referências bibliográficas atualizadas, jurisprudência do STF, STJ e Corte Interamericana. Tudo sistematizado em formato que permite leitura integral ou consulta pontual conforme a demanda do caso concreto.
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