A Greve dos Pedreiros: a construção da memória da paralisação dos operários da construção civil de Belo Horizonte em 1979

Por Ricardo Cordeiro de Oliveira

Sobre o livro

“Queremos oito mil! Peão precisa de comida!”. “Queremos salário para acabar com a fome”. “Nós constrói, nós distrói”. Com essas palavras de indignação e – mesmo sob uma ditadura civil-militar –, milhares de operários da construção civil de Belo Horizonte, no ano de 1979, decidiram descer dos “andaimes pingentes”, guardar as ferramentas, cruzar os braços e entrar em greve.

Este livro conta a história dessa paralisação dos operários da construção civil. Tendo como foco de análise a memória, na sua face social, procurei analisar a construção da memória de um grupo de trabalhadores da construção e a greve que deflagraram.

A atividade de memória dos operários entrevistados a respeito daquela greve ocorreu de diferentes formas. As lembranças de grande parte dos operários articularam aquele movimento aos processos de conquista, construção, apropriação e uso do espaço tanto físico como social do Sindicato da categoria.

Por outro lado, outros procuraram recordá-la chamando a atenção para os conflitos que aconteceram no decorrer da paralisação.

A obra é resultado da dissertação de mestrado “A MEMÓRIA DA CONSTRUÇÃO E A CONSTRUÇÃO DA MEMÓRIA: a greve dos operários da construção civil de Belo Horizonte em 1979”, que defendi no Programa de Pós-Graduação em Memória Social da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) em 2006. Depois de 16 anos, por conta do convite da Editora Dialética, revisito e publico essa pesquisa em forma de livro.

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