A financeirização da Educação Superior brasileira: perspectivas e (im)possibilidades
Por Carla Fernanda Zanata SoaresSobre o livro
Em 2024, das 8.987 mil matrículas registradas no Ensino Superior brasileiro, 6.908 mil estão em instituições privadas, segundo o Mapa do Ensino Superior.
Depois de uma queda de 5,8% no total de instituições de ensino superior no país em 2020, em virtude do impacto da pandemia da Covid-19, o setor voltou a crescer em 2021 com um aumento de 4,8% no total de IES.
Com 87,8% das IES brasileiras, a rede privada cresceu 5,0%, contra de 3,0% de aumento na rede pública.
A classe trabalhadora em busca de qualificação para inserção no mercado de trabalho é formada majoritariamente pelo Ensino Superior privado, oferecido em grande medida pela maior empresa de educação com operações no Brasil e capital aberto na Bolsa de Valores: o Grupo Kroton – Cogna Educacional.
Com lógica de dominância financeira em que se produz cada vez mais mercadorias com o mínimo de custos e de investimentos no setor produtivo, o negócio da educação compromete as bases da emancipação humana e consolida a subserviência da classe trabalhadora às demandas do poder econômico.
Neste livro discuto como esse fenômeno se torna possível e quais as suas repercussões mais preocupantes.
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