A ética da tolerância no constitucionalismo latino–americano

Por Pedro Henrique Nascimento Zanon

Sobre o livro

Esta publicação se insere no campo da Teoria da Constituição na América Latina e propõe analisar uma ótica de matriz constitucionalista pela concepção andina de filosofia e com a ética da tolerância enquanto marco teórico e filosófico.

Compreende-se que, no interregno do século XVII e XVIII, três grandes matrizes europeias influenciaram o resto do mundo, inclusive a América Latina.

Assim, pesquisar sobre constitucionalismo latino-americano remete a uma análise dos últimos 200 anos, período em que mais de cem Constituições já foram promulgadas em 16 países latino-americanos.

As primeiras constituições latino-americanas não foram inovadoras em termos de aspecto social, político e filosófico e, em grande parte, foram influenciadas pelas modelos constitucionais dos Estados colonizadores, principalmente as matrizes francesa, americana e inglesa.

Em paralelo, compreende-se que a sociedade latino-americana é fruto das culturas dos indígenas, dos negros e dos europeus e a convivência com essa diversidade permitiu o desenvolvimento da teoria do pluralismo jurídico e do multiculturalismo, teorias fundadas em uma filosofia andina acompanhada pela ética da tolerância.

Assim, para entendermos o que somos hoje, é preciso reconstruir o percurso histórico e nos apoiar em outras ciências como a História, a Sociologia, a Antropologia.

Por isso, o pensamento sobre a Constituição e sobre o Estado possui uma originalidade que é gestada em fatores sociológicos, históricos e antropológicos.

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