1967: Sublegendas, Conflitos e Quase Impeachment

Por Lourembergue Alves

Sobre o livro

Este livro traz uma das facetas da história político-administrativa e político-eleitoral mato-grossense. Respirava-se o ar impuro do primeiro impacto da repressão, sempre alimentado pelos ventos uivantes de Atos Institucionais.

A faceta ou situação vivida foi registrada em 1967, com a tentativa de aprovação do impedimento do engenheiro Pedro Pedrossian em continuar à frente do governo estadual.

Tão logo ocorreu sua exoneração do quadro de funcionários da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, “a bem do serviço público”, agravou-se a economia regional, além de se intensificar a crise política. Crise que deixou à mostra as vísceras de um partido nascido com má-formação congênita.

Ex-udenistas e ex-peessedistas, como partes da ARENA, digladiavam-se a todo tempo, reviviam velhas rixas, antigas pendengas. Parlamentares bateram boca no plenário da Assembleia Legislativa. Bate-bocas que tiveram eco em parte da população local. Ecoadas e continuadas pela imprensa.

Imprensa que se dividiu em dois grupos: o a favor e o contra o governo Pedrossian. Quadro que se arrastou para além da votação do Projeto de Resolução, proposto pelo deputado estadual Júlio Abbott de Castro Pinto e subscrito por mais dezesseis parlamentares, e seguiu durante todo o mandato.

Afinal, outro não era o objetivo único de ex-udenistas e ex-ADEMAT. Isso desde o instante da publicação da vitória eleitoral de Pedro Pedrossian contra Ludio Coelho, em 1965.

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