Vidas Paralelas – Alexandre e César (Autores Gregos e Latinos Livro 57)
Por Maria SilvaSobre o livro
Alexandre da Macedónia merece a Plutarco a atenção devida a um génio da arte militar e da diplomacia na consolidação do poder.
Num trajeto de vida que pouco ultrapassou os 30 anos, o jovem rei macedónio alterou o mapa político e cultural da época: colocou território europeu, africano e asiático sob a sua autoridade, promoveu uma globalização intercultural de modo a unificar um xadrez de povos dentro das fronteiras de um enorme império, deslocou o centro intelectual do mundo, de Atenas, para outras cidades do Oriente.
Não sem que uma ambição crescente e desmesurada tivesse vindo, por fim, pôr em causa o sucesso de um projeto e a própria vida do seu autor.
Ao emparelhar César com Alexandre, Plutarco põe em relevo a fama de grande conquistador, o aspeto da personalidade que o biógrafo mais admira neste estadista romano.
Mas a ambição (philotimia) que reiteradamente move César representa o lado negro que o conduzirá à morte, antes que ele possa colher os frutos do seu afã.
Embora não transforme cabalmente César num tirano cruel (que ele não foi), esta Vida ilustra, contudo, uma crítica à ambição exacerbada e irracional de poder.
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