Vida breve, arte longa: a humanitas grego–hipocrática e a humanização da medicina

Por Maria Eveline Ramalho Ribeiro

Sobre o livro

Maria Eveline Ramalho Ribeiro analisa, neste livro, a relação existente entre a humanitas grego-hipocrática e a sua relação com a humanização da medicina contemporânea, esclarece que, primeiro, a Medicina se desumanizou quando se distanciou da Filosofia; e, segundo, necessário restabelecer esse elo, reconectando a Medicina à Filosofia, por meio da aceitação da proposta hipocrática de Humanitas, o que, para os tempos atuais, implica em substituir uma Medicina baseada em Evidências por uma Medicina baseada em Valores.

Perguntando-me se a “humanização da medicina” é uma opção médica ou uma exigência social, a Autora nos responde que, “apesar da tecnificação e da ultra-especialização da medicina moderna, é possível perceber, na formação e na prática médicas atuais, um despertar para a necessidade de humanização das medidas terapêuticas através da concepção do homem em sua amplitude e complexidade biopsicossociais”, graças ao qual o Médico voltará a ser o artesão da vida que faz da Kliné (debruçar a es-cuta sobre um leito a fim de escutar aquele que sofre, um debruçar-se do Saber sobre o Sofrer, da Sabedoria sobre o Sofrimento) a sua arte, o seu ofício, o seu trabalho […].

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