VAGA–LUMES NA ESCURIDÃO

Por MAURO GUILHERME

Sobre o livro

Vaga-lumes na Escuridão é o meu quinto livro de poesia. A poesia nasceu em mim antes da prosa, tanto na vida, como nas publicações. Depois de lançar os meus dois primeiros livros de poesia, passei a publicar a minha prosa, feita de um romance e vários livros de contos.

Mas no ano passado voltei a publicar poesia com o livro Poesia de Rio, e este ano publiquei Poesias Musicadas. Cronologicamente falando, escrevi Vaga-lumes na escuridão antes de Poesia de Rio e Poesia Musicada.

A ordem correta dos meus livros, se eu os tivesse publicado conforme os ia escrevendo, seria: Reflexões Poéticas, Humanidade Incendiada, Vaga-lumes na Escuridão, Poesia Musicada e Poesia de Rio.

Digo isso porque é importante para que haja a compreensão da diferença entre os três primeiros livros que escrevi, onde a poesia reflexiva e filosófica se faz presente, para os dois últimos, que em regra reúnem poesias regionais.

Outrossim, enquanto ia lançando os meus livros de prosa, nunca deixei de escrever poesia. Por isso quando resolvi voltar aos poemas, já tinha os livros de poesia prontos, embora aqui e ali tenham sido lapidados novamente.

Com o tempo a minha poesia foi ganhando em concisão, como se pode ver no livro Poesia de Rio, o que também é uma diferença para os livros anteriores.

Com a descoberta do e-book durante a pandemia do novo coronavírus neste ano de 2020, pude lançar os livros de prosa e os livros de poesia que ainda estavam guardados.

O tempo tem sido produtivo para mim no isolamento social que a pandemia trouxe, de modo que trabalhando em minha biblioteca em casa, depois dos meus afazeres profissionais, pude me dedicar com afinco à literatura, seja publicando os meus livros, seja ajudando a publicar os livros de outros escritores, seja publicando quatro antologias até o presente.

No que tange ao Vaga-lumes na Escuridão, é um livro escrito pelas noites, que fala muito da noite e um pouco do dia. De fato, outrora eu escrevia quando a casa estava dormindo. Ou seja, no silêncio da noite, quando as buzinas cessavam e as vozes calavam.

São poemas com influência da noite e da madrugada, seja fora, seja dentro de nós. Como digo nos poemas, a noite é boa para refletir e para versar, principalmente para quem prefere o silêncio ao barulho da multidão.

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