V 1954 Suíça: a Copa do Mundo do milagre de Berna

Por Nelson Gonçalves da Silva Neto

Sobre o livro

A Copa do Mundo voltava à Europa depois de 16 anos, de forma que os europeus ainda traziam muitos traumas da guerra, como as nações perdedoras dos conflitos, como Alemanha e Hungria, que foram punidas com o afastamento da disputa da Copa do Mundo de 1950, mas que em seguida foram imediatamente reintegradas aos quadros da FIFA.

O que se observou é que essas nações afastadas não ficaram inertes, especialmente a Hungria, que teve um conceito exemplar e secreto de preparação que envolvia um inovador sistema tático e técnico, produzindo estrelas como Ferenc Puskas, na conquista do ouro olímpico nos Jogos Olímpicos de 1952, em Helsinque, e chegava ao Mundial invicta há nada menos do que quatro anos.

Os alemães penaram, começou se fortalecendo durante a guerra agregando os melhores jogadores dos países que Hitler anexava à Alemanha, o que, na prática, não funcionou como previsto, a Alemanha não vencia e o próprio Hitler proibiu a Seleção Alemã de jogar nas principais cidades do país para não manchar a propaganda nazista.

Após a guerra, os jogadores voltaram aos seus respectivos países, então libertados; enfraquecidos, os alemães se reinventaram, apostando no primoroso condicionamento físico e estratégico, uma desprezível candidata ao título.

A ascendente Hungria, mesmo entre seus jogadores, considerava a conquista da Copa do Mundo de 1954 uma mera formalidade. Finalistas do Mundial de 1950, Brasil e Uruguai tiveram um choque de realidade, o melhor futebol não estava na América do Sul.

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