Uraçá: O Índio Branco

Por Deana Barroqueiro

Sobre o livro

URAÇÁ, O ÍNDIO BRANCO No ano de 1500, tempo da expansão marítima portuguesa e das rivalidades com Castela e outras potências europeias, Lisboa fervilha de espiões.

O jovem Gonçalo descobre um crime de espionagem e alta traição e, para salvar a vida, alista-se na Armada de Pedro Álvares Cabral, onde sofre o destino terrível dos grumetes nas naus e caravelas da rota das Índias. Mas nem aí escapa aos inimigos que o perseguem e ao seu amigo Mateus.

Durante a viagem para a Índia, a Armada aporta a uma terra desconhecida, habitada por um povo nu, de pele cor de cobre,corpos pintados e adornados com penas multicolores. Um povo que os recebe com amizade e generosidade, com quem convivem e trocam presentes.

Neste novo mundo, Gonçalo vive grandes aventuras entre os “índios” e descobre o amor, renascendo como Uraçá, o índio branco: um ser de dois mundos e de duas civilizações opostas.

«Gonçalo não sabia como lidar com as novas sensações e sentimentos, descobertos desde que aportara àquela terra, e conhecera um povo pardo e nu, a viver como Adão e Eva no Paraíso.

E a formosa filha do Pajé, dormindo confiante nos seus braços, numa noite desfizera com as suas carícias os nós da revolta, doódio e do medo, reabrindo no seu coração, o espaço da ternura e do amor.”

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