Uma visita ao primeiro romancista portuguez em S. Miguel de Seide

Por Alberto Pimentel

Sobre o livro

Eram onze horas da manhã. Acabava, na egreja de Santo Thyrso, a missa do dia. Para o largo do mosteiro vinham sahindo os ranchos dos homens e das mulheres do campo; algumas senhoras, poucas.

A manhã tinha estado fresca, segundo me disseram, mas eu perdi a manhã, pela simples razão de ter perdido a noite no arraial da Senhora das Dôres, na Trofa, aonde condescendentemente me deixei arrastar. Quando sahi de casa, seguido pelo criado que levava de redea a garrana, o sol descobria.

A consciencia de não ter nascido fadado para cavallarias altas, obrigou-me a ir a{4} pé até um sitio que julguei propicio para me lançar a cima do sellim sem grande concurso de publico. O criado dizia-me que não conhecia besta melhor do que a garrana. —Muito fiel!

accrescentava elle, inspirando-me confiança, e descendo os estribos. Para além da ponte, cavalguei.

Pareceu-me que effectivamente a garrana tinha apreciaveis prendas de caracter; entreguei-me á sua lealdade, e posso asseverar que não foi desmentida, durante todo o dia, por nenhum incidente desagradavel

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