Uma Vez Salvo, Salvo Para Sempre?

Por Natan Rufino

Sobre o livro

O debate a respeito da suposta segurança eterna incondicional – ou como é popularmente conhecida: “uma vez salvo, salvo para sempre” – é algo que vem se arrastando ao longo da história da igreja por séculos. Muitos não desconfiam, mas a ideia nada mais é do que a pequena ponta de um iceberg afundado no determinismo e em outros conceitos equivocados quanto à soberania de Deus, o Pai.

Entendo que seria considerado como prudência ter cautela a respeito de textos confusos ou aparentemente contraditórios, mas a desconsideração e desprezo por textos claros e objetivos é, no mínimo, questionável.

Estes esquecem, no entanto, que o homem não perde suas faculdades mentais após decidir-se por Cristo. Todo cristão, mesmo recriado e cheio do Espírito Santo, continua sendo um agente moral livre, com capacidade de escolher entre o bem e o mal.

O crente não perde a liberdade do seu arbítrio porque fez uso dele para decidir-se por Cristo! Os cristãos não se transformam em robôs, fantoches ou marionetes porque confessam a Jesus como Senhor de suas vidas.

E mesmo assumindo a postura de servos de Deus, precisamos lembrar que o servo pode vir a ser obediente ou desobediente. Além do mais, como um crente poderia chegar a sequer “entristecer o Espírito de Deus”, se ele se encontrasse em um estado de total incapacidade de fazer o que não deve?

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