Um verso para Cecília Flor: Um romance sobre a luta dos trabalhadores durante a pandemia de 1918

Por Gilmar Delvan

Sobre o livro

Início do século 20. A “gripe espanhola” domina o mundo e, por consequência, o Brasil. Os trabalhadores explorados em fábricas insalubres se veem diante de mais um perigo: a doença que ameaça as famílias, principalmente os mais pobres.

No Rio de Janeiro de 1918, governo e industriais tratam as vidas dos operários como simples meios para conseguir votos e lucros. A polícia persegue associações e sindicatos de classes, sempre protegendo os donos dos meios de produção.

Quando a chamada “gripe espanhola” começa a ceifar vidas, o governo se apressa em declarar que se trata de apenas uma gripe comum, portanto, benigna. Médicos desdenham a população, oferecendo curas milagrosas e remédios inúteis.

Assim, a população vai sendo iludida com a oferta de quinino, usado para malária, além de outros medicamentos sem nenhum crédito científico.

A troca de governo esbarra na doença do novo mandatário, Rodrigues Alves, que deixa o vice em seu lugar, cuja vida é dificultada ao máximo pelos filhos do novo presidente, que se empenham em governar no lugar do pai.

Assim, os operários vão sofrendo na luta contra leis danosas aos trabalhadores e contra a doença que se alastra entre os miseráveis. Esta é uma história de luta e de amor.Cecília Flor e Ernesto Ferrari são dois lutadores dentro das associações de classes.

Sabem que as condições de vida dos trabalhadores, tanto legal quanto sanitária, demoraria muitos anos para mudar. Mudaria?

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