Um livro Manuscrito e sua rede de micropoderes: Os Livros de Linhagens medievais e suas estratégias autorais, editoriais e leitoras

Por José D'Assunção Barros

Sobre o livro

“Poder” e “Livro”, na época dos livros manuscritos medievais, eram aspectos intimamente imbricados.

Escrever ou editar um livro, possuir um livro, ter acesso a ele, ter o direito de permitir ou interditar o acesso de outras pessoas ao livro, ou simplesmente conseguir compreender o que diz o livro nas suas várias camadas de sentido, constituíam uma complexa rede de poderes e micropoderes que se distribuía de maneira desigual por entre os diversos sujeitos culturais e sociais.

A presente obra examina esta inter-relação entre “poder” e “livro” através dos ‘livros de linhagens’ portugueses dos séculos XIII e XIV. Na primeira parte, são examinadas as relações entre poder, sociedade e o texto dos “livros de linhagens”.

Na segunda parte, a análise é direcionada para as relações entre poder, sociedade e o livro enquanto objeto concreto submetido a controles sociais diversos.

São analisadas as estratégias editoriais, autorais e leitoras envolvidas na produção, circulação e recepção dos livros, nesta época em que a imprensa ainda não havia sido inventada.

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