UM HOMEM JOGADO NO SOFÁ OU UMA MULHER QUE SAIU POR AQUELA PORTA

Por Julliano Mendes

Sobre o livro

O casal de “Um homem jogado no sofá ou uma mulher que saiu por aquela porta” é uma dicotomia: para Edgar, o do sofá, o casamento é uma espécie de morte, como ouvi uma vez da boca de um padre e que aqui e ali dissemino na voz de meus personagens: você precisa morrer em coisas que deseja e acredita pra renascer no corpo de outra pessoa.

Para Irene, da porta, o casamento foi uma limitação, uma restrição. Para além do corpo do marido, ela enxergou e deplorou a instituição.

Se viu engendrada nos mecanismos intrínsecos ao padrão de relacionamentos repetido incessantemente pela sociedade, mesmo que cada vez mais se revele falido, construindo mais frustração que parceria.

Para o espectador, que os observa, resta uma sensação que ambos estão presos à teia de uma aranha que lentamente os devora: a cultura. Essa cultura do amor, do casamento, da luta e da morte. Que já não importa o desejo. Tudo é limitação.

Declaradamente fã de “Eu sei que vou te amar”, de Arnaldo Jabor, Julliano Mendes constrói um texto poético, contemporâneo e popular. Personagens: Irene, Edgar, Homem do vídeo, Mulher do vídeo

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