Sobre o livro
Logo no início de Um certo Henrique Bertaso, Erico Verissimo diz que vai “Contar o que faziam entre fins de 1922 e 1930 – um em Porto Alegre e o outro em Cruz Alta – dois homens que um dia viriam a encontrar-se para juntos se lançarem numa aventura editorial […]”.
Quando a história começa, em 1922, os dois “homens” são adolescentes: Henrique Bertaso, dezesseis anos, “com tempo demais a pesar-lhe nas mãos e no crânio”, é posto pelo pai, um dos principais sócios da Livraria do Globo, a trabalhar durante as férias como caixeiro da livraria.
Em Cruz Alta, Erico Verissimo, dezessete anos, começa a trabalhar para se sustentar.
O amor pelos livros e pela literatura reunirá os dois dali a algum tempo na construção de uma das mais belas e importantes editoras que o país já teve – matriz de um modelo de casa que teria papel decisivo no amadurecimento cultural do país.
O grupo de intelectuais congregados em torno da Editora Globo e da Revista do Globo, com Erico Verissimo (conselheiro editorial) e Henrique Bertaso (editor) conduzindo a “publicadora”, foi responsável pela construção de um importante catálogo de obras contemporâneas brasileiras e estrangeiras e pelo estabelecimento de um novo patamar de qualidade nas traduções.
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