Um Cálix De Sol

Por Cabral Veríssimo

Sobre o livro

Quero neste volume de poesia registrar os momentos Que ficaram adormecidos na minha alma: Adormecidos aos olhos externos, Mas que ainda subsistem, latejam e balança… A minha alma criança, com os costumes de minha gente.

Jamais me esquecerei daquelas manhãs de folga, De quando me via junto à porta da sala tomando “Um cálix de sol” E rabiscando ao chão – Uns versinhos de poesia para criar alguma coisa… Para mim, isso era aquecer o coração num glorioso ato vocacional: Feito de simplicidade e esperanças!

Isso era passar o tempo numa saudável jogatina, Descobrindo segredos com as inspirações! … Hoje sei que aqueles escritos eram produtos, Para toda a minha existência… E só morrerão comigo se não forem registrados, Na memória nacional. A conclusão que cheguei foi essa…

Que não foram as minhas lembranças que os buscaram… Mas, foi ales que me vieram pela vocação, exigindo o espaço de existência. Cheguei a essa boa conclusão quando ainda nenhum destes Textos estavam escritos em papéis – mas, escondidos, No apogeu da minha alma (nos arquivos do espírito).

Os escritos que estão contidos neste volume: São portadores de uma simplicidade enorme! … Mas tenho por certo, que serão admirados, Por todos aqueles que amam a literatura do nosso País: Sendo eles de quaisquer nacionalidades que seja. A sensação que sinto é enorme!

Qual a simplicidade que deixei… Sinto-me satisfeito, por estar novamente, Em contato com a ideologia daquele menino que fui ao passado: Isso me é gratificante! – Às vezes paro e medito naquilo que vejo…

Os anos a as amizades de Paraná a São Paulo, Mostraram-me que há muitos escritos presos por aí… Nas almas e baús de escritores anônimos; Que jamais tiveram oportunidades de publicá-los: Muitos escritos são queimados ou jogados fora…

Por falta de condições financeiras ou até mesmo Por falta de experiência para registre-los, ao menos…

Lamentavelmente isso acontece porque os poderosos das publicações não estão preocupados com as riquezas culturais – mas sim as capitais para a devida compensação: onde as tiragens precisam ser robustas!

E ainda que consideremos verídicas, suas analisadas conclusões (Isso tritura as riquezas de muitas publicações que são detonadas). O pobre escritor encontra aí… um destino sem porta: O coitado fica se batendo de todos os lados e não encontram saídas…

então ale se desilude, queima ou joga no lixo toda a beleza de seu expressionismo. Os grandes matam ou sufocam os cuidados de muitos brasileiros, escritores anônimos que lutaram para colocarem suas vocações literárias nas páginas dos livros e nos arquivos da nossa cultura.

Mas quanto a isso, sinceramente! De nada eu lamento por mim mesmo – apenas observo o mundo a as coisas avessas… E com tudo isso… ainda acho que vale apenas escrever aquilo que sentimos no momento, ou buscamos no passado… ou ainda pressentimos para um vindouro tempo…

nisso nós mostraremos contribuinte: A Sociedade Amigos da Biblioteca Nacional (SABIN). Deixo aqui o meu forte abraço!

Que até aonde irá não sei…, mas ele será para todos aqueles que apreciam a força da virtude dos bons textos: – Eles têm essências duma criança, mas são grandes de significados e existências.

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