Sobre o livro
E se o sucesso não passasse de um magnífico desastre dourado? Mergulhe na sátira mais afiada e jubilante do ano sobre a administração pública.
Para o comum dos mortais, a felicidade tem o sabor de um beijo, de uma gargalhada ou de um pôr do sol. Para Clément, a felicidade tem o cheiro da tinta fresca do Diário Oficial e a frieza de uma medalha de bronze.
Clément não é um herói. É um soldado da norma. Um monge do formulário burocrático. Desde o seu estúdio de estudante em Avignon até aos salões dourados da República, ele tem uma única obsessão, uma única droga, uma única razão para respirar: o reconhecimento do Estado.
Onde outros procuram o amor, ele procura o decreto de nomeação. Onde outros querem viver, ele quer “servir”. Ou melhor, ele quer brilhar.
“Tudo isso por uma Legião de Honra” é a história de uma corrida louca em direção ao vazio. É o relato trágico-cômico de um jovem brilhante que decide, metódica e friamente, matar qualquer vestígio de humanidade em si para se tornar a máquina administrativa perfeita.
Da gestão tragicómica de uma manifestação de agricultores aos corredores silenciosos e assassinos dos ministérios, acompanhe a ascensão irresistível de Clément. Veja-o sacrificar amigos, ignorar os pais moribundos e atropelar as duas únicas mulheres que o amaram para obter o que ele preza mais do que tudo: um pedaço de metal espetado num casaco.
Por que ler este romance?
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Uma imersão fascinante nos bastidores do poder: Descubra a realidade crua das prefeituras, dos gabinetes ministeriais e dos jogos de influência onde uma vírgula num decreto pode destruir uma carreira. É House of Cards no mundo da burocracia clássica.
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Uma sátira social feroz: O autor traça um retrato corrosivo de uma elite desconectada, obcecada por símbolos e futilidades, pronta a tudo por um lugar no banquete, mesmo que este seja servido sobre ruínas.
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Um drama psicológico intenso: Além da sátira, é a autópsia de uma neurose. Como pode um homem esvaziar-se da sua substância para se tornar apenas uma função? A solidão de Clément, glacial e absoluta, irá persegui-lo muito depois de fechar o livro.
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Uma escrita refinada: Um estilo incisivo, uma ironia mordaz e diálogos que estalam como decretos oficiais.
O que eles sacrificaram pelo ouro:
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O Amor: Julie e Elsa ofereciam a vida; Clément escolheu o protocolo.
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A Amizade: Não se fazem amigos quando se redigem relatórios às três da manhã.
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A Alma: De tanto usar máscaras, Clément esqueceu-se de que tinha um rosto.
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