Tamengos e Aguim: Notas históricas e etnográficas

Por Nuno Rosmaninho

Sobre o livro

Em Portugal, entre Aveiro e Coimbra, a meio caminho entre estas duas cidades, fica uma pequena região delimitada pelas areias da Gândara e pelas encostas do Buçaco, conhecida pelo leitão assado no forno e pelos vinhos. É a Bairrada, que o rio Cértima atravessa até desaguar na Pateira de Fermentelos.

As aldeias de Tamengos e Aguim, situadas no concelho de Anadia, permanecem há séculos unidas pelos vínculos administrativos e separadas por rivalidades atávicas.

O presente livro estuda essas rivalidades locais, o património construído, a manipulação ideológica do ensino primário no Estado Novo e as tradições de ambas as localidades («baptismo do marco», «queima do Judas», caqueiradas, embuçados, «casamento das cachopas», «acartar os carros» no Carnaval, «serramento da velha», santórios e mordomos de São Martinho).

Também há menções à microtoponímia, ao teatro e ao exemplar de uma árvore Phytolacca Dioica, da família das filolacáceas, oriunda da América do Sul.

Títulos dos nove capítulos: «Festas religiosas na freguesia de Tamengos durante o século XIX», «As rivalidades entre Aguim e povoações limítrofes», «Tradições de Aguim», «Aguim, um património arquitectónico e urbanístico a preservar», «A pedra da sesta», «A igreja matriz de Tamengos», «Notas de Tamengos», «Ensinar a ideologia: escola primária de Aguim na I República e no Estado Novo» e «A destruição da casa seiscentista de Tamengos em seis folhetins e uma conclusão».

Ilustrado com 79 fotografias, 3 mapas, 2 prospectos e 2 diagramas.

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