Sobre o livro
De todo modo, o poeta vive aquela felicidade de Dom Quixote: a delirante, a enlouquecida – a de enxergar dragões em moinhos; a de varar o mundo por Dulcinéia. Embora o poeta seja mais sozinho que Dom Quixote, que tinha lá seu Sancho Pança – e o ouvia e o assistia. Já o poeta fala sozinho.
(…)
Felicidade, não sem atropelos, não sem topadas – a felicidade é espinhosa.
Não há felicidade absoluta – há a oscilante, alternada, momentânea: in felicidade.
(…)
Eis, afinal, aí os “cúmplices” que o poeta alega não ter: literários… – personagens que para manterem a sanidade falam também como os loucos: sozinhos.
(…)
Sozinhos – assim no plural – e plurais criam o humano.
“Sozinho em tudo na vida – sozinho /
Soluças, ris – in e feliz sozinho”.
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