Sobre o livro
“Sobre Religião: Antigo e Novo Testamento” (Ueber Religion: A. und N. T. (Altes und Neues Testament)) é um ensaio de Arthur Schopenhauer presente no segundo volume de “Parerga und Paralipomena” (Obras Acessórias e Suplementos), capítulo XV “Ueber Religion”, seção 180 “A. und N. T”, publicado em 1851.
Nele Schopenhauer faz uma reflexão crítica sobre o Antigo e o Novo Testamento enquanto expressões religiosas distintas, analisadas à luz de sua oposição central entre otimismo judaico-cristão e pessimismo indo-budista.
Esta seção é uma das passagens mais importantes do capítulo “Sobre Religião” de “Parerga und Paralipomena”, porque estabelece os dois polos religiosos fundamentais que organizam a visão histórica da religião em Schopenhauer.
Nesse ensaio, Schopenhauer faz críticas tanto ao Antigo quanto ao Novo Testamento, analisando-os como narrativas ou metáforas, que podem ou não apontar para verdades filosóficas.
Para ele, certos elementos do Novo Testamento contêm metáforas verdadeiras, especialmente quando aproximados de conceitos presentes no budismo e no hinduísmo.
Schopenhauer considera que essas tradições orientais chegam a uma conclusão fundamental: a de que a vida humana está marcada pelo sofrimento e pela dor, e que a verdadeira salvação consiste na negação da vontade.
Sobre esta edição, tradução direto do alemão do livro “Parerga und Paralipomena” volume 2. No texto, A.T. e N.T., significam respectivamente Antigo Testamento e Novo Testamento.
Schopenhauer faz citações diretas a vários outros textos em seus idiomas originais, como grego, latim, inglês e francês, nesses casos, manteve-se a citação original e inclui-se a tradução em seguida entre parênteses.
Notas e referências incluídas que não são do Schopenhauer, mas da tradução tem o indicativo da “,N” nos parênteses. Como esse ensaio faz parte de um capítulo maior, de um livro maior, Schopenhauer também faz referência a outras seções do próprio livro.
Aviso de Conteúdo
Este ensaio contém críticas duras as tradições religiosas, incluindo o cristianismo e o judaísmo, e discute aspectos da história e crenças religiosas, na visão de Schopenhauer, que podem ser considerados controversos ou ofensivos em alguns aspectos.
Alguns trechos refletem o contexto histórico e filosófico do século XIX. Schopenhauer parte da crítica ao teísmo e acaba por reproduzir em alguns trechos antissemitismo, e os preconceitos mais baixos contra os judeus, por exemplo.
Embora haja um contexto histórico para a produção desse ensaio, isso não isenta o autor de críticas, pois Schopenhauer demonstrava não se deixar levar pelos preconceitos de seu próprio tempo em vários outros temas. A finalidade dessa tradução é acadêmica e filosófica.
Este é um ensaio adjacente às obras principais de Schopenhauer, pai do pessimismo filosófico e grande influenciador do existencialismo.
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