Sobre a Determinação Existencial do Homem

Por Albert Einstein

Sobre o livro

Publicado em 10 de janeiro de 1931 no jornal suíço Bünder Tageblatt, “Sobre a determinação existencial do homem” é um ensaio curto de caráter filosófico-humanista, escrito por Einstein já como intelectual consagrado.

Surge no contexto do período entre-guerras, marcado por crise social, avanço do nacionalismo e questionamentos sobre o papel da ciência e do indivíduo. O texto não é científico, mas uma reflexão pessoal destinada ao público leigo, próxima dos escritos reunidos depois em Como vejo o mundo.

No ensaio, Einstein afirma que o ser humano não vive para si mesmo, mas em função dos outros, e rejeita a ideia de liberdade absoluta, defendendo que nossas ações obedecem também a uma necessidade interior, em sintonia com Schopenhauer.

Ele critica a busca por riqueza, sucesso e felicidade como fins últimos e sustenta que os verdadeiros ideais orientadores da vida são a bondade, a beleza e a verdade, defendendo uma existência simples, modesta e dedicada ao trabalho intelectual, ainda que isso implique certo isolamento.

Na parte final, Einstein identifica no sentimento do mistério o núcleo da experiência humana mais elevada: é dele que brotam a verdadeira arte, o conhecimento autêntico e a religiosidade genuína.

Para ele, a atitude correta diante da vida não é dominar o enigma do universo, mas contemplá-lo com reverência e humildade, buscando compreender apenas uma pequena parcela da inteligência que se manifesta na natureza.

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