SOBERANIA DA DIVERSIDADE: Romance na GUANABARA METAMÓRFICA
Por Gerson Lodi-RibeiroBem-vindo à GUANABARA METAMÓRFICA. Em 1880, a Soberania da Guanabara conquistou a independência após uma guerra sangrenta travada contra o Império do Brasil, um conflito que consolidou a aliança progressista estabelecida entre indígenas, ex-escravizados, abolicionistas, republicanos e metamorfos – estirpes humanoides que se revelaram à humanidade básica ao fim do Primeiro Reinado, abandonando suas existências à sombra da nossa espécie, na América do Sul e mundo afora. Muita coisa mudou de lá para cá. Já as naturezas humanas permaneceram as mesmas. Afinal, em plena terceira década do século XXI, ainda há imperiais que atribuem o advento da Guanabara e sua sobrevivência até hoje, ao engajamento dos corpos de elite constituídos por vampiros, sereias, lobisomens, mulheres-serpentes, elfos e metamorfos doutras estirpes no esforço de guerra carioca. Por outro lado, historiador militar algum que se preze – seja brasileiro, carioca ou estrangeiro – falha em reconhecer o papel crucial exercido pelas hostes irregulares metamórficas na vitória que o Império do Brasil auferiu na Guerra do Paraguai, encerrada em 1868 com a captura do ditador Solano López. Bem como as consequências adversas do descumprimento pelo Senado Imperial dos acordos firmados com as elites metamórficas no começo daquele conflito. Embora tudo isso soe como história antiga em 2025, a verdade é que as animosidades entre cariocas e imperiais persistem até hoje. Alimentadas por outro gênero de animosidade, mais profundo, reinante entre básicos e metamórficos. Por isso, quando um grupo terrorista brasileiro infiltrado na Guanabara planeja disseminar cepas de vírus inócuas aos humanos básicos, mas mortíferas a diversas estirpes metamórficas, o operativo sênior da Inteligência Imperial Diogo Coimbra é enviado à Guanabara no comando de uma força-tarefa, a fim de atuar em parceria com agentes do Serviço de Informação da Soberania, seus antigos arquirrivais, da época em que operava em terras cariocas com o atributo informal de “exterminador de monstros”. Coimbra reage com indignação às determinações do comando da IntImp ao constatar que a nova missão o levará a arriscar a vida em prol da sobrevivência dos mesmos humanoides extra-humanos que jurou combater. Além disso, regressar à Guanabara implica o risco de se defrontar outra vez com Felina, a entidade arquipoderosa que por pouco não o trucidou durante sua última missão em território inimigo. Enquanto isso, no Rio de Janeiro, a ginolicantropo Amanda também não se sente nada à vontade ao ser encarregada por seus superiores no SIS de operar em conjunto com o antigo inimigo. Menos satisfeito ainda, Eduardo Siqueira, ex-marido de Amanda, ainda se ressente com o fim do relacionamento anos atrás e precisa frequentar sessões de psicoterapia a fim de receber alta e retornar a seu trabalho como projetista de nanobôs biossintéticos no Departamento de Defesa da Guanabara. Edu não sabe que sua psiquiatra é amante de Helena, uma lâmia ardilosa que tem por missão rastrear os passos da ex-esposa dele. Coimbra e Amanda conseguirão estabelecer uma parceria? A corrida contra o tempo recrudesce à medida que a licantropa e o básico se conscientizam de que a sobrevivência da Soberania está por um fio. Pois, se boa parte das populações para-humanas dessa Guanabara Metamórfica for exterminada no atentado genocida, a nação que constitui o grande bastião das causas libertárias se tornará presa fácil do Império, obliterando o ideal de igualdade na diversidade que floresceu em terras cariocas há um século e meio. Soberania da Diversidade é o primeiro romance do universo GUANABARA METAMÓRFICA.
Características do eBook
- Autor(a): Gerson Lodi-Ribeiro
- Categoria: Fantasia, Horror e Ficção Científica
Amostra Grátis do Livro
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