Sobre o livro
O casarão dos Oliveira, em Jundiaí, guarda mais do que segredos. Sob o calor que estagna o ar, a própria casa parece respirar. Para quem carrega este sobrenome, a herança não é feita de terras, mas de sombras que se recusam a partir.
Ali, o luto é físico. Manifesta-se num nó de seda vermelha, num relógio que dita o ritmo da carne ou em sussurros que sobem do porão. O tempo não corre; ele apodrece entre paredes que insistem em lembrar o que deveria ser esquecido.
Dizem que, se ficar lá tempo suficiente, a casa começará a falar com a sua voz. Pode tentar fugir, mas o passado acabará sempre por subir as escadas.
Tenha cuidado: se não der um nome ao que habita o escuro, ele acabará por usar o seu.
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