Sinais do Passado (Losttimes Livro 1)

Por Danilo Santana

Sobre o livro

História de amor que se passa com personagens em idade já avançada para os padrões literários vigentes, e objetivamente ancorada numa percepção diferenciada da vida e do mundo exterior, com efetivo destaque a importantes digressões que ainda se revelam indigeríveis para o nosso estágio cultural, político e religioso.

Uma nova leitura filosófica sobre a origem e as razões da vida humana e sua função no universo.

Conheça um pouco dos personagens:

… O chamado sopro da vida não se restringe a uma viagem entre muitas das dimensões espaciais. A materialidade, o tempo, as sensações emocionais e a consciência do eu são apenas algumas dessas dimensões. A morte é outra coisa, é uma transição de energias.

A energia vital que, com a nossa morte, perde a individualidade e, ato contínuo, se agrupa à energia coletiva, não sofre dores, não padece da ansiedade e não tem destino certo.

É um raio de luz que se funde com o vento, se harmoniza com as cores da natureza e, em absoluta paz, permeia os campos, desertos, mares e o infinito das estrelas.

Walter, cientista.

… Você viu meu rosto marcado e sofrido, sentiu minhas mãos cansadas e rugosas, conferiu meus cabelos ralos e enfraquecidos, viveu meus desejos impuros absorvendo a sua jovialidade e, com explícito prazer, experimentou no seu corpo a saciedade da minha realização. Mas, agora, não consigo imaginar o que será de nós.

Dalton, empresário.

… Já há alguns milhares de anos que os extraterrestres estão chegando e povoando o nosso planeta. No ambiente de Kroion, de onde vieram, não existe morte de doença ou de velhice. Eles já superaram esses vícios do corpo, da mesma forma que caminhamos para isso.

Lá, quando alguém morre, depois de milhares de anos de vida, é porque sente que é hora de descansar, deixar a Dimensão Material e mergulhar na Dimensão Universal, que é o estágio final. E o importante, cada um o faz por livre e espontânea vontade…

Silvia, antropóloga.

… Estou consciente de que o meu corpo poderá não resistir a esta ausência e perder a energia vital.

Assim, quando esta energia emocional que mantém a minha personalidade vencer o seu tempo programado e retornar, pode ser que não encontre o suporte da individualidade, que é a força da minha mente material, e, nesta hipótese, passarei a integrar o cosmos como uma réstia de luz, refletindo o brilho das estrelas, ou, ainda, um eco errante dançando com o vento.

Jorge, engenheiro.

… Sentir o mundo nas suas reais dimensões me causa medo. Não sei exatamente de quê, só sinto uma certa pressão no peito. Fico pensando que o tempo é implacável. Um dia ele vai nos separar e… Eu fico me perguntando se teremos chance de nos reencontrar.

Leila, psicóloga.

… Ainda hoje, quem passa pelo Central Park em meio à neve do fim de inverno, pode ver, desafiando aqueles galhos cristalizados, ao lado dos monturos de neve, ou ainda sobre as crostas de gelo que cobrem o lago, vez por outra, uma forte rajada do vento norte conduzindo dois grandes flocos brilhantes.

Quem ficar atento poderá ouvir também, distante, o som de uma flauta doce tocando um mágico lamento.

São duas energias de vida e amor que, desprendidas das amarras materiais e integradas à plenitude do universo, se tornaram deuses e dançam a suave emoção de uma melodia única, enquanto derramam beleza e luz no planeta Terra.

Danilo, escritor.

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