Sobre o livro
“- Ninguém me leva e tampouco me afoga em águas que decidi não navegar. Jamais. Não sou um dado que se joga.
Eu sou uma imagem, uma ideia fixa e minha posteridade será um acontecimento na vida de quem aconteceu na minha vida.” “Hoje, de onde posso me lembrar, minha vida tem sido a arrogância belamente sentada e lânguida, é a preguiça mesclada ao furor, é o estupor ligado à ironia, é como se um sentimento de movimento frequente me deixasse parado na tentativa de mudança, no andar para trás rindo na diferença indiferente e a vontade de adoecer para que próprio seja inventor da cura.
Que eu seja o santo que cure as chagas ou o cientista que inventa a sólida solução.” “Certa vez, acordado, uma voz me orientou a roubar a palavra dos anjos.
Fui, assim, pedir, pois sou contrário ao crime, que o anjo me desse seu livrinho; ele me disse “toma-o e devora-o, ele vai te amargar o estômago, mas em tua boca será doce como o mel”.”
Sobre o Autor
Zoegrafia
Reprodução. Repetição. De onde nascemos, para onde vou e de onde voltarei? Contarei, agora, a história de como nasci. Nasci, ou primeiro me fiz. Como uma obra, de escultura e pintura. Primeiro encontrei, após anos o amor da minha vida: É! Ela, a felicidade não cabe na realidade.
As imagens e as lembranças. O desespero de não tê-las. A volta como possibilidade independentemente do momento cronológico de acessar linearmente estados de experiência anteriores. A repetição indefinida da vida na alma.
[as coisas e a fome e a miséria e o sol e o vento níveo]
A verdadeira felicidade está na plenitude de não ser feliz.
Bem poderia ser a pessoa abominável que almejo quase sempre ser. O homem que é covarde para trabalhar e viver todos os dias não tem coragem para se matar. Antes de qualquer estabilidade Do sol, do eterno neoexplosivo Do massacre do ser, do amor e da fúria Antes da Probidade Eu cantarei antes a canção
Na geometria ele procurava entender as novas formas de que ela não dava conta e isso foi o turbilhão que o tomou e o qual ele não conseguia sair. No silêncio, encontrou a prolixidade. Se me transformei em quem eu sou e se desejasse o menor crédito, deveria escrever um preâmbulo. Profundidade não existe, independentemente do elogio.
Adeus! Adeus Aqui ou Lá.
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![Revista Veja [ed.2912] – 27/09/2024 – Veja Revista Veja [ed.2912] – 27/09/2024 – Veja](https://livrariapublica.com.br/capa/revista-veja-ed-2912-27-09-2024-pdf-B0DJ1QRVPF.webp)












