será o fim?

Por Morgana Avalon

Sobre o livro

Em junho de 2036, o mundo enfrentou um juízo final real e científico, não o apocalipse religioso profetizado por livros antigos. O evento foi causado por uma explosão solar massiva, um fenômeno previsto por cientistas um ano antes, mas amplamente ignorado ou tratado como fake news pela população, que vivia imersa em desinformação e “mundos paralelos” de notícias.

No dia fatídico, uma ejeção de plasma solar atingiu a Terra em cheio. O impacto criou auroras boreais visíveis globalmente, mas seus efeitos foram catastróficos: a força destruiu satélites, queimou redes elétricas e dizimou toda e qualquer forma de tecnologia digital e de comunicação. A energia elétrica foi extinta, mergulhando as cidades na escuridão e no silêncio. A Terra, dependente da tecnologia, “literalmente parou”.

O caos se instalou instantaneamente. Sem energia, comunicação virtual ou analógica (já quase extinta), a população ficou incomunicável e desinformada. Internet, celulares, televisão e rádios emudeceram. Meios de transporte que dependiam de sistemas digitais ou elétricos – como carros, trens e aviões – pararam de funcionar.

A histeria e o pânico tomaram conta das pessoas, que, atordoadas, corriam pelas ruas ou se refugiavam em estádios, escolas e prédios públicos. Teorias da conspiração sobre um “governo oculto” ou uma invasão alienígena se espalharam, ofuscando a causa real: o Sol, que sempre sustentou a vida, agora a destruía.

Além do colapso tecnológico, descargas elétricas em cadeia provocaram incêndios devastadores em cidades e florestas, matando milhares de pessoas e animais, destruindo plantações e construções. Nenhum país foi poupado. O comércio foi saqueado enquanto sobreviventes, desesperados, lutavam por alimentos, água e um abrigo temporário em fazendas e edifícios intactos.

Enquanto a maioria da população enfrentava o terror, dois grupos estavam momentaneamente mais seguros: os preparados e os poderosos. Pessoas comuns que haviam dado ouvidos aos avisos científicos e construído abrigos em seus subsolos, e os ricos que haviam investido em bunkers antes do evento, estavam protegidos do fogo e do caos, embora também isolados e sem comunicação com o mundo exterior.

O cenário pós-evento era de devastação absoluta: cidades em chamas, multidões de vivos se misturando aos mortos, e um silêncio perturbador, quebrado apenas por gritos e pelo som do fogo.

O texto conclui com a personagem Morgana, emocionada, confirmando a uma entidade chamada “SER” a impossibilidade de se esquecer daquele dia – o dia em que a Terra parou.

O evento não foi um castigo divino, mas uma catástrofe natural que expôs a fragilidade e a extrema dependência da humanidade em relação à tecnologia.

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