Sobre o livro
Permanentemente grávida, a caatinga pare constantemente. Na seca, a morte; no período chuvoso, a vida – e com avidez.
A mesma avidez com que a desmatam e povoam-na: “mesmo ofendida”.
(…)
A abertura da cova no poema se dá seguida do imediato enterro da morta aparente, a semente: “abre a terra, enterra”.
(…) a cada inverno, desperta – “ávida, não falta à vida”: “brota”.
(…)
Morta aparente porque, na verdade, durante a estiagem, a caatinga hiberna. O que morre de fato a aduba.
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