Sobre o livro
“Toda identidade é uma invenção. Mas há invenções que sangram.”
Em Segunda Primavera, Páris Jacques nos conduz por uma travessia íntima e comovente: a jornada de Cris, personagem que encarna não só a dor de ser lido pelo que não é, mas também a rara coragem de reinventar-se, mesmo quando o mundo insiste em nomear, corrigir e apagar.
Com uma prosa lírica, generosa e afiada, o autor constrói um romance que nasce do conflito entre fé e liberdade, entre o que a família exige e o que o corpo clama. Mas este não é um livro sobre desgraças – é sobre sobrevivência, desejo e beleza.
Da dureza dos cultos aos afetos dos quintais mineiros, da brutalidade dos rótulos à ternura dos gestos simples, Segunda Primavera floresce como um grito doce, uma oração de quem não cabe mais nos altares dos outros – e decide dançar em torno do seu próprio.
Aqui, gênero não é um destino, mas uma linguagem. E Cris, com seus silêncios e coragens, nos ensina a escutar o que há de mais radical em existir: a escolha.
Este livro é para quem, independente de gênero ou sexualidade, já sentiu que nascer de novo não é metáfora – é a única forma de seguir vivo.
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